terça-feira, outubro 24, 2006

"I don't want to live my life again..." (Dee Dee Ramone)

Eu não estou suportando a energia q está dentro de mim! Estou prestes a explodir! É como se os meus braços e pernas quisessem se expandir e preencher todo o espaço e hiperespaço. É energia contida demais! Como se eu pudesse sair correndo deixando a poeira atrás de mim! Ninguém pode me perseguir, ninguém pode me suportar, não há plano de contingência nem limite pro q eu quero buscar.

Essa é uma sensação muito estranha. Eu tenho estado assim nos últimos dois dias. A expectativa (ou seria ansiedade) de retornar a minha casa e voltar a rever os meus. AHHHHHHH! É como se eu não pudesse suportar tamanha força! Saltar do milésimo andar, destruir a montanha q me impede de avançar. Massacrar os prédios, comandar a destruição total da impunidade humana!

Não sei até onde eu vou com isso...

quinta-feira, outubro 19, 2006

Qual é a energia que nos move? Ou seria sinergia!?

Hoje queria falar sobre várias coisas que, coincidentemente ou não, surgiram a minha frente. Após uma noite tranquila e reparadora de sono, após um jogo de futebol com chilenos na noite anterior, acordei e, indo ao trabalho, li a parte do editorial de um importante jornal de Santiago, El Mercurio (http://www.emol.com/).

Inicialmente me deparei com um texto de Cristián Warnken, que é um poeta/professor/pensador chileno q não só me tocou pelas palavras, mas pelo conteúdo enigmático q tampouco refletimos. Este começa com uma citação de Heráclito que diz: "Espera y allarás lo inesperado". Algo como: "Esperas, e encontrarás o inesperado". E ele toca em um assunto real, da sinergia entre as pessoas. Vc já percebeu q em alguns momentos, pensas em uma pessoa, relembra um amigo e, repentinamente, a pessoa te liga, ou vc houve um comentário sobre ela? Isso para mim é contante! Minha mãe que o diga, pq esta conexão com ela chega a ser quase q excessiva.

Pois é, o q me parece é q temos uma energia interior (por favor, não me culpem pelas palavras esotéricas, pois não há outras) q expande os horizontes físicos q acreditamos - como ignorantes q somos - q são reais. E qdo fazemos uso desta luz, não há limites.

Curiosamente, neste dia maravilhoso em Santiago, recebo uma mensagem de uma amiga eterna q relembrou de nossa sinergia, q existe desde q nos conhecemos. E o qto estamos unidos mesmo q estivermos distantes ou nos sentirmos sozinhos. E como me impressiona como a solidão incomoda ao homem. E aq não digo aquele do sexo masculino, mas o ser na sua integralidade, a pessoa. Não sei pq sofremos com isso, ou se nascemos para vivermos em grupo. O fato é q por vezes eu preciso relembrar de tudo isso, q aq escrevo sem pestanejar, para me desligar das tristezas q me remetem ao passado.

A quem me conhece, sabe o qto isto incomoda ao meu ser. Já não tento explicar. Apesar de confiar na minha sinergia com outrem, é premissa da comunicação - q os entendidos me ajudem se eu estiver errado - que para esta acontecer, deve-se ter um transmissor e um receptor. E este último, se não estiver atento, ou não quiser - e aí está meu ponto - não perceberá a beleza dos sentimentos entre nós.

Não poderei aq citar nomes, tampouco serviriam de algo. Só posso acreditar q as limitações de cada um impedem as pessoas de compreenderem a beleza e a intensidade das sensações q o mundo nos proporciona. Mas não serei hipócrita. Por vezes os sentimentos tristes e doloridos, e podemos aq chamar de sofrimento - q para alguns é uma escolha, e aí ei de concordar -, me invadem, e tampouco percebo o furacão de percepções q aí estão.

Bom, aq deixarei as palavras desta minha amiga eterna, q me tocaram de uma forma única hoje, e q tem a ver com os sentimentos q afloraram em minha mente nestes dias fora de casa, distante de tudo:

"...vc saberá que vc se basta, mas ainda assim quer estar perto das pessoas que vc ama, não por que precisa delas, mas só porque é agradável estar com elas."

Saludos.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Learning to fly...

Uma amiga comentou no meu primeiro "post" que "quem faz uma poesia abre uma janela". Palavras de Mario Quintana. Outros dizem q vc só pode vir a morrer se fizer três coisas: ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. Sendo q a ordem não altera o produto final.

Bom, eu não fiz nenhuma das três. Ou melhor, estou fazendo agora. Poderíamos trocar o livro por um blog? Acho q não tem problema. O formato da publicação não modifica a teoria. Além do q o blog não tem "preço". A todos está disponível. Aliás, pensando cá com os meus botões, a Internet vai ao ápice da democracia. Mas isso é outra história.

Mas não é à toa q estou cuspindo palavras aq. Nossos pensamentos são muitos vastos para ficarem condicionados em nosso ser. Poesia? Não sei se tanto. Não podemos ter todas as qualidades q gostaríamos. Mas irei até aonde posso. Na vastidão das minhas possibilidades.

Morrer não irei. Ainda preciso ter um filho e plantar uma árvore. Cuidar de uma planta de manjericão serve? Acho q menos um. Agora falta o filho. Mas antes tenho q cruzar com a alma q vaga e esta em rota de colisão comigo. Não sei dizer quem é, tampouco a direção q vem. Mas dizem q está lá, vindo. Tomarei um vinho enquanto isso, admirando a paisagem. Eu não sei a q dia e hora, velocidade e intensidade q isso virá. Quem sabe eu não tenha tempo de pensar nem de respirar. Espero q assim seja.

Vamos ver no q vai dar.

O primeiro dia do resto de nossas vidas

Onde td começa, onde tudo termina... O q sabemos sobre o resto de nossas vidas? Se mesmo o passado nos parece tão insólito, como viveremos sem saber do q acontecerá? Alguns diriam "mas que pergunta tola!", e é! Pq a vida é assim, de segredos e surpresas, para q as novidades nos felicite com sensações únicas. Estamos preparados para tanto? Não sei dizer. Alguns sim, outros não.

É assim q está começando um blog cheio de reflexões. Filosóficas eu diria. Poderia ser um ótimo trocadilho com meu nome. Coincidência? Quem sabe. Pergunte aos meus pais por isso. Não vivo em um barril, tampouco ando com uma lanterna procurando um homem honesto. Mas a coincidência, salvo as devidas proporções, fazem com q eu seja praticamente um nômade, e assim sempre foi, pergunte aos meus ex-relacionamentos, e procure a sinceridade e a verdade nas pessoas. Acho q isso explica o fato de eu conversar sempre olhando nos olhos. Mais q isso, olhando no fundo dos olhos. Perceba...

São muitas questões na minha cabeça. Tal assim é q não paro de pensar, imaginar, criar momentos, fatos, situações. Diria Raul Seixas: "eu preferia não ser burro, assim não sofria tanto". Não sei se queria ser burro, ou ignorante, ou o termo que lhe convier. Mas sei q sou uma pessoa de intensidade extrema. Isso faz com q eu viva e sinta os momentos felizes de uma forma muito, muito intensa. E assim é com a tristeza. O q me faz pensar q, na balança da vida, ela não valha tanto a pena. Ilusão! Qdo volto a olhar ao redor, noto q valhe a pena. Mas o que é o amor e o ódio, senão dois lados de uma mesma moeda?

O perigo agora é não conseguirem me acompanhar. Ou mesmo conseguirem e entrarem na minha loucura. Pq os q se resignam e q se questionam, são os filósofos do mundo. Aqueles q não compartilham seus preceitos na história dos tempos, que não escrevem livros. Mas agora não importa. Neste mundo "internético" sem fronteiras ninguém pode se dizer "reles mortal". E qto a todos saberem os meus segredos? O q nos faz seres humanos senão as nossas fraquezas escondidas nos confins do nosso comportamento. Mas eu pensei melhor. Q me conheçam! Q me deslumbrem! Porque a luz q brilha do meu coração não é segredo pra ninguém! E não esconderei as minhas desilusões. Pq delas construo meu ser e defino minha percepção. Depois não me venham afirmar q a verdade está aí fora. Ela não é nada mais do q sua percepção sobre a relação com o outrem.

Não tenho mais medo. Sou invencível. "Os vencedores não tem medo de perder." Perder o q? Se daq nada levamos, a não ser as sensações e os sentimentos, ou mesmo as emoções as quais já falei. Nesta casa todos são convidados. Entrem sem pedir licença. Não se acanhem. Aos q não gostarem dos móveis e da decoração, entrem em suas próprias casas e encontrem as suas razões. Porque disso posso eu opinar, até mesmo criticar. Mas julgar-te é nada mais do q teu papel. Pq nesta história não há juízes, a não ser nós mesmo. E os réus e jurados não passam de versões, caricaturas de nossa essência.

Tenha cuidado comigo. Não mostrarei o caminho, mas questionarei os métodos. E não suportarei aceitar as regras vigentes. Não por serem vigentes. Mas por serem regras. E ainda q não forem, o mundo é mutável demais para tanto. O planeta gira, sempre em movimento. Assim é o universo. E para mim é suficiente.

Ecce homo. Eis o homem.
Assim seja.