Cem Sonetos de Amor
Pablo Neruda
Soneto LXXXVII (Noite)
"(...)
Solidão, dá-me o sinal de tua incessante origem,
o apenas caminho dos pássaros cruéis,
e a palpitação que sem dúvida precede
o mel, a música, o mar, o nascimento.
(Solidão sustentada por um constante rosto
como uma grave flor sem cessar estendida
até abarcar a pura multidão do céu.)
(...)"
Um comentário:
Que lindiu!
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