segunda-feira, dezembro 11, 2006

+ Sonetos de Amor

Cem Sonetos de Amor
Pablo Neruda

Soneto LXXXVII (Noite)

"(...)
Solidão, dá-me o sinal de tua incessante origem,
o apenas caminho dos pássaros cruéis,
e a palpitação que sem dúvida precede
o mel, a música, o mar, o nascimento.

(Solidão sustentada por um constante rosto
como uma grave flor sem cessar estendida
até abarcar a pura multidão do céu.)
(...)"

Um comentário:

Anônimo disse...

Que lindiu!