sexta-feira, maio 25, 2007

Seria pequeno, o príncipe?

"E voltou, então à raposa:
- Adeus... - disse ele.
- Adeus - disse a raposa. - Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
- O essencial é invisível aos olhos - repetiu o pincipezinho, para não se esquecer.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante."

Trecho de O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry.

domingo, maio 20, 2007

Por quanto tempo mais

Por quanto tempo mais seremos assim. Grosseiros e insensatos. Por quanto tempo mais não pensaremos antes de falar aos outros, a menosprezar os sentimentos aos sete ventos. Somos grotescos, somos humanos demais para atentar ao óbvio do que vale a pena.

Aliás, quando sabemos que vale a pena? Somos seres tão únicos, que seria pretensioso demais saber aquilo que está escrito nas estrelas e estamos às vezes tão longe de descobrir.

Por favor, que eu saiba acalmar-me ao falar e evitar a mágoa no coração de quem amo e de quem não amo. Que minhas palavras sejam como meu coração: só luz, amor e tranquilidade.

Joe

"Palavras não são más
Palavras não são quentes
Palavras são iguais sendo diferentes
Palavras não são frias
Palavras não são boas
O número pros dias e o nome pras pessoas
Palavras são sombras
E as sombras viram jogos
Palavras pra brincar
Brinquedos quebram logo
Palavras pra esquecer versos que repito
Palavras pra dizer de novo o que foi dito
Todas as folhas em branco
Todos os vidros fechados
Tudo com todas as letras
Nada de novo debaixo do sol"

Titãs

quarta-feira, maio 16, 2007

De volta à forra irmãos!

Há dois meses que eu não escrevia por estas bandas. Foram dois meses estranhos pra mim. Estava feliz por escrever "de vento em popa", sem muito alarde e cheio de emoções para contar. Mas o mundo muda aos pouquinhos, e são nas reviravoltas dos dias que percebo que nos perdemos às vezes, com chance de acordamos de novo, incontrolado pelo tempo.

Mas quero voltar com tudo. Tenho as palavras na boca e as mensagens na mente para cuspir as podridões e os prazeres de viver sem cessar, nenhum minuto. Não pense que dormir é esconder-se, porque os sonhos nos mantém nas ilusões do pensamento. Este é outro fato marcante dos últimos dias. Os sonhos tem me perseguido. Pensei que era chegada a hora de morrer. Mas não me iludo, já não tenho medo de tanto, portanto, pouco importa. Só quero saber das sensações incessantes do ser.

Como um soldado corajoso das palavras infinitas, não permitirei que os maus pensamentos venham roubar deste momento o que tenho a dizer. Lutarei bravamente, com a honra de um guerreiro. Caminharei pelo fogo e pelo sete ventos. Dominarei montanhas, destruirei exércitos e serei dono da vitória máxima.

Meu ser.

Será que eu te amaria de novo?

Será que eu te amaria de novo? Não te reconheço. Tampouco parece que me mereces. Você fez jogo sujo. O vexame autoritário, como diz Roberto Freire. Não é a toa que desapareceste, sem deixar rastros. Ninguém te conhece e ninguém te encontra em lugar algum. Foges de quê? Da vergonha de ser? Dos atos que cometestes sem perceber? Me parece que sabias o que estava fazendo.

Como pude me enganar tão facilmente? O amor tem este mal, de esconder os sinais do engano, por debaixo do pano, como se nada pudesse ocorrer. Mas que posso dizer? Se já sabia que ao amor é desprovido de olhos?

Mas não quero te desejar o mal. Dele não obtemos nada, nem como vítimas, nem como justiceiros. Até porque me sentiria como mais um da sua estirpe. Ficaria manchado de sangue e sujo de sua insensatez. Você achou que eu não descobriria das tuas máscaras.

Quem é você?