De todas as dores que meu coração ousou sentir, não havia uma que não fosse real. E aí pensei sobre a dor de ser quem sou, e de amar quem amo. O que seria de mim se não sentisse o que sinto, seria um morto a perambular pelas ruas de qualquer lugar. Ou seria enterrado, como morto que seria, para ser consumido pelos vermes da terra que nos dá chão. E às vezes, nosso chão se esvai, nos deixando flutuando, a ver navios que não virão, no oceano de sentimentos. Mas há horizontes que me esperarão, haverá terra para caminhar até o último suspiro da vida que, sendo só minha, minha será. Navegarei pelos mares, correrei pelas ruas, voarei pelo céu e comandarei meu destino, sem medo, sem temor.
E de você, que nunca sentiu o que sinto, saiba que não conheces o mundo, mas ele te consome. E tu não sabes porque não há vestígios ou marcas que possam comprovar que estiveste aqui, que viveu tudo o que poderia viver.
Deste prazer, que todos merecem, dê a chance. Não irá se arrepender.
PS: I am a King of Pain.
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