Para aqueles que me vêem como um pessimista, um bom texto para leitura.
HOJE EU SEI!
(Nada é em Vão, Tudo é Lição)
- Por Wagner Borges -
Os meus dias no planeta não foram em vão.
Tudo o que vivi e tudo o que passei está dentro de mim.
Acertos e erros se tornaram lições preciosas.
Hoje eu sei!
Viver é mais do que só respirar, comer, beber e dormir.
Discernir é realizar e sentir-se pleno.
Aprender é honrar a Mãe Terra, pela chance de estar nela, mais uma vez...
Hoje eu sei!
Viver vale a pena!
Mas só reconhece isso quem vive realmente...
Viver não é teoria e só se aprende, vivendo...
Hoje eu sei!
Sentir o vento na pele e rir com gosto, não tem preço.
Viver é mais do que se imagina. É mais do que se percebe.
Não basta só respirar...
Hoje eu sei!
Dizem que esse planeta é de provas e expiações,
Mas, para quem sabe viver, tudo se transforma em lição.
Com os olhos da sabedoria, vê-se que na natureza tudo vibra...
Hoje eu sei!
Tudo brilha sob um poder incomensurável, que está em tudo.
O mesmo poder que faz as consciências espirituais descerem na Terra.
Tudo é lição. Viver vale a pena.
Hoje eu sei!
E só vivendo é que se sabe...
Quem sabe ver, reconhece e agradece.
Quem vive e realiza, honra a Mãe Terra.
Hoje eu sei!
Fatos, não palavras. Mas das palavras abusaremos nesta gigante Torre de Babel. Audi, vide, tace, si vis vivere in pace (ouve, vê e cala, se quiseres viver em paz).
terça-feira, janeiro 29, 2008
segunda-feira, janeiro 28, 2008
Tiro de misericórdia
Era quase meia-noite, quando o silêncio imperou no ambiente. Poucas coisas tinham sido estressadas como aquele assunto. O tempo passava e a irritação tomava conta do atirador. O choro e o grito de misericórdia eram insuficientes. A frieza do atirador e seu olhar implacável não davam margens a dúvidas. O tempo havia chegado, e nem Deus, que por quem tanto rezamos, poderia modificar aquele fim.
Ajoelhado, com lágrimas escorrendo pelo rosto e com a inocência encrustada no peito, baixei os olhos. Não contive o desgaste que já sofria há tantos dias. A alma já acabada pelas torturas irracionais. Não havia mais a verdade naquele recinto.
Senti ódio, por estar nessa situação de novo. E era tarde. passava da meia-noite. Quando se ouviu, no mesmo momento que os olhos se cruzaram, o atirador acima de mim, e eu quase ao chão, o estrondo da bala que percorre o cano, desejo da mão que, sem escrúpulos, acaricia, fere e sai furtiva.
Não é minha cabeça que está em frangalhos. É o meu coração. Destroçado sobre o chão.
Estou morto.
Ajoelhado, com lágrimas escorrendo pelo rosto e com a inocência encrustada no peito, baixei os olhos. Não contive o desgaste que já sofria há tantos dias. A alma já acabada pelas torturas irracionais. Não havia mais a verdade naquele recinto.
Senti ódio, por estar nessa situação de novo. E era tarde. passava da meia-noite. Quando se ouviu, no mesmo momento que os olhos se cruzaram, o atirador acima de mim, e eu quase ao chão, o estrondo da bala que percorre o cano, desejo da mão que, sem escrúpulos, acaricia, fere e sai furtiva.
Não é minha cabeça que está em frangalhos. É o meu coração. Destroçado sobre o chão.
Estou morto.
domingo, janeiro 20, 2008
Difícil acreditar
Difícil acreditar que as coisas são assim
Difícil acreditar que dependemos tanto assim
Difícil acreditar que não fomos capazes de tudo
Difícil acreditar que não temos futuro
Difícil acreditar que as palavras são vãs
Difícil acreditar que os momentos se foram
Difícil acreditar que somos pequenos
Difícil acreditar que temos temores
Difícil acreditar que fiz tudo que pude
Difícil acreditar que a gente se ilude
Difícil acreditar que tememos o fim
Difícil acreditar que ele acaba mesmo assim.
Difícil acreditar que dependemos tanto assim
Difícil acreditar que não fomos capazes de tudo
Difícil acreditar que não temos futuro
Difícil acreditar que as palavras são vãs
Difícil acreditar que os momentos se foram
Difícil acreditar que somos pequenos
Difícil acreditar que temos temores
Difícil acreditar que fiz tudo que pude
Difícil acreditar que a gente se ilude
Difícil acreditar que tememos o fim
Difícil acreditar que ele acaba mesmo assim.
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Meu coração de brinquedo
Cuidado onde pisas
Olhe os buracos no caminho
Que são pedaços de chão
Ou podem ser até pedaços de coração
Ajoelhe-se comigo
Para juntar os cacos de vidro
Do universo em pedaços
Do pouco que sobra dos cacos
Estamos por aí
Espalhados no céu
Nos corações que não merecem
Nessa dor que estremece
Em passos pouco largos
Com o tempo contra mim
O passado não é nada
Diante do futuro, onde não há paradas
Parar é prender-se
E quem merece este desprendimento
Todo coberto de sentimento
Pelo amor que não tem comedimento
Sou assim
Completamente único
Você sempre saberá
Que estarei aqui
Olhe os buracos no caminho
Que são pedaços de chão
Ou podem ser até pedaços de coração
Ajoelhe-se comigo
Para juntar os cacos de vidro
Do universo em pedaços
Do pouco que sobra dos cacos
Estamos por aí
Espalhados no céu
Nos corações que não merecem
Nessa dor que estremece
Em passos pouco largos
Com o tempo contra mim
O passado não é nada
Diante do futuro, onde não há paradas
Parar é prender-se
E quem merece este desprendimento
Todo coberto de sentimento
Pelo amor que não tem comedimento
Sou assim
Completamente único
Você sempre saberá
Que estarei aqui
sexta-feira, janeiro 04, 2008
Caminhando entre palavras e pensamentos
Como o ano começa e tudo se renova, me vejo buscando a luz e encontrando palavras e pensamentos para acalentar o inexplicável de viver. Por isso, incluo aqui um soneto que me toca o coração.
Soneto
A Franz Xaver Kappus
Treme sem queixa por meu coração,
sem suspiro, uma dor muito sobria.
Só dos sonhos a nívea floração
é a festa de algum mais tranquilo dia.
Tanta vez a grande interrogação
se me depara! Encolho-me, e com fria
timidez passo, como passaria
por bravo mar, sem aproximação.
Desce, então, sobre mim, turva amargura
como esses céus cinzentos de verão
onde uma estrela às vezes estremece.
Tateantes, minhas mãos vão à procura
do amor, buscam palavras da oração
que meu lábio deseja e não conhece.
(Rainer Maria Rilke, no livro Cartas a um Jovem Poeta)
Soneto
A Franz Xaver Kappus
Treme sem queixa por meu coração,
sem suspiro, uma dor muito sobria.
Só dos sonhos a nívea floração
é a festa de algum mais tranquilo dia.
Tanta vez a grande interrogação
se me depara! Encolho-me, e com fria
timidez passo, como passaria
por bravo mar, sem aproximação.
Desce, então, sobre mim, turva amargura
como esses céus cinzentos de verão
onde uma estrela às vezes estremece.
Tateantes, minhas mãos vão à procura
do amor, buscam palavras da oração
que meu lábio deseja e não conhece.
(Rainer Maria Rilke, no livro Cartas a um Jovem Poeta)
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