Era quase meia-noite, quando o silêncio imperou no ambiente. Poucas coisas tinham sido estressadas como aquele assunto. O tempo passava e a irritação tomava conta do atirador. O choro e o grito de misericórdia eram insuficientes. A frieza do atirador e seu olhar implacável não davam margens a dúvidas. O tempo havia chegado, e nem Deus, que por quem tanto rezamos, poderia modificar aquele fim.
Ajoelhado, com lágrimas escorrendo pelo rosto e com a inocência encrustada no peito, baixei os olhos. Não contive o desgaste que já sofria há tantos dias. A alma já acabada pelas torturas irracionais. Não havia mais a verdade naquele recinto.
Senti ódio, por estar nessa situação de novo. E era tarde. passava da meia-noite. Quando se ouviu, no mesmo momento que os olhos se cruzaram, o atirador acima de mim, e eu quase ao chão, o estrondo da bala que percorre o cano, desejo da mão que, sem escrúpulos, acaricia, fere e sai furtiva.
Não é minha cabeça que está em frangalhos. É o meu coração. Destroçado sobre o chão.
Estou morto.
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