quarta-feira, outubro 21, 2009

No palco

Do clássico ato
Simbólico é
Assim como foi
Te amar será
Único assim
Sem medo de você
Tampouco de mim
Coração vermelho
Amar é assim

terça-feira, outubro 20, 2009

Lágrima de chuva

Choro. Mas não é à toa que choro.
Não é culpa de ninguém.
Nem de você meu bem.

Ninguém me disse.
Ninguém pediu.
Nem sei porquê.

Mas foi assim.
De noite é. Somente assim.
Não escolhi.

Só permiti.

sexta-feira, outubro 16, 2009

Viver é melhor que sonhar? Como nossos pais...

(Não resisti, e copiei a letra aqui. Aliás, essa é do Belchior).

Não quero lhe falar meu grande amor das coisas que aprendi nos discos
Quero lhe contar como eu vivi e tudo que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar, eu sei que o amor é uma coisa boa
Mas também sei que qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa

Por isso cuidado meu bem, há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal está fechado prá nós que somos jovens
Para abraçar seu irmão e beijar sua menina na rua
É que se fez o seu braço, o seu lábio e a sua voz

Você me pergunta pela minha paixão
Digo que estou encantada com uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade, não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento o cheiro da nova estação

Eu sei de tudo na ferida viva do meu coração
Já faz tempo eu vi você na rua, cabelo ao vento, gente jovem reunida
Na parede da memória essa lembrança é o quadro que dói mais
Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo que fizemos

Ainda somos os mesmos e vivemos...
Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais

Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam não
Você diz que depois deles não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer que 'eu tô por fora, ou então que eu tô inventando'

Mas é você que ama o passado e que não vê
É você que ama o passado e que não vê
Que o novo sempre vem

Hoje eu sei que quem me deu a idéia de uma nova consciência e juventude
Tá em casa guardado por Deus contando vil metal
Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo, tudo, tudo que fizemos
Nós ainda somos os mesmos e vivemos...

Ainda somos os mesmos e vivemos...
Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais!

O sentido da vida

O sentido da vida vai pra direita ou pra esquerda? Ou seria a direção?
Quem sabe placas me indicarão. Nessa terra de ninguém e nesse faroeste caboclo, nem asfalto nem sinalização.
Por que então não viver o momento já? Em vão? Não!

Mas dói, e somos crianças em um mundo adulto. Mas se todos somos crianças, que adulto sobra? Essa subtração dá zero, e eu não calculo mais meus sentimentos.
Incalculáveis e indetermináveis.
Viver é melhor que sonhar. Eu sei que o amor é uma coisa boa, me disse Elis.

Mas sonhar é tão bom...
Me acorda amanhã? Brincaremos juntos então.

quarta-feira, outubro 14, 2009

A confusão do mágico

Sabe quando você sai andando sozinho, de madrugada, com a mão no bolso?
A confusão é clara e iminente. Estar longe de tudo revigorou minha energia.
Mas não foi por acaso, que encontrei-me no deserto, livre das amarras do inferno, em busca do tempo perdido, já que não temos tempo a perder.

O mágico faz o malabarismo da peça e descobre que na cartola, nem o coelho, nem o pássaro, tem o mínimo de noção do porquê estar ali. Pelas palmas? Cansei da busca pelo aplauso. Quero a magia da verdade. Matem o mágico!

Mas ser assassino neste palco tem o infortúnio da solidão. "Viva a vida!", dizem eles. Você tem que perceber o outro lado da força, para reforçar a sua. Mas se dependesse só de mim, eu teria reconstruído o mundo das almas perdidas. Todos seriam felizes? Não precisa. Não sou tão utópico (tampouco santo). E que esses não existem, porque não teriam me deixado sozinho.

No final das contas, ninguém me deixou. Ninguém me aborreceu ou me magoou. O choro vem do coração, que é meu. Eu decido? Então opto pela obviedade do sentimeto puro. Então choro mesmo! Porque se me enganam, na verdade enganam a si mesmos. Eu também engano a mim mesmo. Mas do que é meu, cuido eu.

Não temo pelo futuro. Quero que ele chegue logo. Mas sem dor... por favor.
Fechem as cortinas.