Sabe quando você sai andando sozinho, de madrugada, com a mão no bolso?
A confusão é clara e iminente. Estar longe de tudo revigorou minha energia.
Mas não foi por acaso, que encontrei-me no deserto, livre das amarras do inferno, em busca do tempo perdido, já que não temos tempo a perder.
O mágico faz o malabarismo da peça e descobre que na cartola, nem o coelho, nem o pássaro, tem o mínimo de noção do porquê estar ali. Pelas palmas? Cansei da busca pelo aplauso. Quero a magia da verdade. Matem o mágico!
Mas ser assassino neste palco tem o infortúnio da solidão. "Viva a vida!", dizem eles. Você tem que perceber o outro lado da força, para reforçar a sua. Mas se dependesse só de mim, eu teria reconstruído o mundo das almas perdidas. Todos seriam felizes? Não precisa. Não sou tão utópico (tampouco santo). E que esses não existem, porque não teriam me deixado sozinho.
No final das contas, ninguém me deixou. Ninguém me aborreceu ou me magoou. O choro vem do coração, que é meu. Eu decido? Então opto pela obviedade do sentimeto puro. Então choro mesmo! Porque se me enganam, na verdade enganam a si mesmos. Eu também engano a mim mesmo. Mas do que é meu, cuido eu.
Não temo pelo futuro. Quero que ele chegue logo. Mas sem dor... por favor.
Fechem as cortinas.
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